Biografia

Escultor. Traun, Áustria, 1919 – 2009, Porto Alegre / RS. Transfere-se para o Brasil com a família, em 1921, residindo em Santo Anastácio, interior de São Paulo. Em 1921 passa a residir com a mãe em São Paulo, capital, estudando no Mackenzie College. Em 1937 muda-se para o Rio de Janeiro e ingressa no Aeroclube do Brasil. Em 1939 faz curso de vôo por instrumentos na Navegação Aérea Brasileira, diplomando-se arquiteto metereologista na primeira turma de nível superior do País. Em 1946 estuda no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, e, no ano seguinte, conhece o escultor Bruno Giorgi, passando a trabalhar em seu ateliê até 1950.

Convive com Milton Dacosta, Maria Leontina, Marcelo Grassmann e Darel, e, nesse período, conhece sua futura esposa: Yedda, estudante de arte, mais tarde professora e museóloga.Em 1952 foi membro de júri do primeiro Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, cidade cuja prefeitura lhe conferiu o diploma de alto mérito. Em 1954 se transfere para Porto Alegre.

Naturaliza-se brasileiro em 1956. passa a trabalhar com xilogravura e atua como chargista em jornais da capital gaúcha. Começa a destacar-se nacionalmente no início dos anos 60, quando obtém o primeiro prêmio em sua categoria no XVI Salão Municipal de Belas-Artes, em Belo Horizonte. Em 1961 funda o Atelier Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre e participa da VI Bienal Internacional de São Paulo, onde novamente esteve representado nas edições de 1963 a 1965.

Nessa mesma época dá início ao ciclo de exposições individuais e participações em salões oficiais (é detentor de medalhas de ouro) pelo País e exterior, tendo representado o Brasil na Bienal de Carrara, Itália, 1962, e no Salon Comparaison, Paris, 1965. Recebe prêmio aquisição e sala especial na I Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador, BA. 1966.

Nesse mesmo ano integra coletiva de artistas brasileiros nas cidades de Santiago, Lima e Roma, e na Cidade do México, 1967. O Jornal carioca O Globo lhe confere o Prêmio Personalidade Global, 1973. Participa da Bienal da Pequena Escultura em Budapeste, Hungria, como representante brasileiro, em 1975, e, no ano seguinte, realiza individual na Galeria de Arte Casa do Brasil, Roma, Itália.Em 1978 é um dos escultores brasileiros selecionados pela Prefeitura Municipal de São Paulo para o projeto Arte na Praça, criando para o mesmo escultura que se encontra instalada na Praça da Sé.A década de 80 é marcada por sua dedicação à escultura em mármore, sendo que sua primeira individual com pedras ocorreu na Galeria Paulo Figueiredo, São Paulo. Participa na condição de artista convidado da XVIII Bienal Internacional de São Paulo, 1985. Em 1987 é editado o livro Stockinger, contendo ampla entrevista concedida ao jornalista Marcos Faerman, além de farta documentação iconográfica abrangendo sua trajetória.

Em mais de quarenta anos de carreira expôs praticamente em todas as capitais do País, com especial relevância: Bonino, Rio de Janeiro, e Documenta, São Paulo. Mantém notável coleção de cactus, hábito que originou a criação de série de esculturas em ferro soldado.

É descobridor de espécime raro: Stockingerii. Criou, em Porto Alegre, o Atelier da Vila Nova, que tem servido de base para o aprendizado de jovens escultores em pedra. Em 1995 lançou, na Casa de Cultura Mario Quintana, sua mais nova fase de trabalho: Gabrius, figuras dramáticas em bronze de forte denúncia social onde demonstra, mais uma vez, a combatividade nunca perdida. Nessa ocasião, o espaço de exposições dessa casa de cultura torna-se Galeria Xico Stockinger.

Em 1995 trabalhou na criação de monumentais figuras femininas, esculturas em bronze, realizadas em seu ateliê da Vila Nova, em Porto Alegre. Estas peças, denominadas Ritos de Passagem, foram exibidas em mostra itinerante abrindo a temporada oficial da programação cultural de 1996 do Rio de Janeiro, Centro Cultural Banco do Brasil. Após, seguiu para Buenos Aires, Argentina, Centro Cultural de la Recoleta, durante a Semana de Porto Alegre em Buenos Aires, seguido de Teatro Nacional, Brasília, MASP, São Paulo, e, finalmente Porto Alegre, ao ar livre no Parcão, Galeria Bolsa de Arte de Porto Alegre e novamente ao ar livre, no Paço Municipal.

Em Porto Alegre, seu trabalho encontra-se em diversas praças e parques, instituições públicas e privadas. Admirado e venerado pela classe, Stockinger é um belo exemplo de dignidade artística e humana. Ainda em 1996, a revista Veja o elege como uma das Caras de Porto Alegre. Em 1997 integra a I Bienal do Mercosul, Porto Alegre.

Em comemoração aos seus 80 anos, em 1999 foram organizadas, em Porto Alegre, inúmeras exposições no MARGS, Usina do Gasômetro, Centro Municipal de Cultura e APLUB. O Ponto alto foi o Projeto Cabeças de Xico Stockinger e Pedras na Galeria Garagem de Arte, Porto Alegre.

Esta biografia foi retirada do Dicionário Artes Plásticas no Rio Grande do Sul. Autores: Renato Rosa e Décio Presser – Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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