BABENCO - ALGUÉM TEM QUE OUVIR O CORAÇÃO E DIZER: PAROU | BRASIL | 2019 | 75MIN | DOCUMENTÁRIO

SEM SESSÃO

Direção:
BÁRBARA PAZ

Roteiro:
MARIA CAMARGO & BÁRBARA PAZ

Elenco:
HECTOR BABENCO | WILLEM DAFOE | BÁRBARA PAZ

Apresentação

Bárbara Paz conheceu Hector Babenco há dez anos numa roda de amigos em Paraty.

Logo se encantou por um sujeito de histórias interessantes, vida intensa e um humanismo raro nos dias de hoje. Apenas depois de começar a amá-lo é que descobriu também sua fragilidade física. Um dia, depois de acudir Hector num hospital em Paris, ela começa a filmá-lo. Ele aos poucos permite que ela, apenas ela, o filme. Em paralelo, Bárbara inicia com ele uma série de conversas gravadas sobre todos os temas possíveis da vida do homem e do cineasta. Começam a ser gestados o livro [Mr. Babenco: Solilóquio a Dois Sem Um] e este precioso documentário-ensaio.

Babenco morre em 2016. Sozinha, Bárbara segue sua jornada, descobrindo aos poucos o filme que tinha nas mãos, experimentando cada imagem, buscando parceiros e colaboradores que entendessem o espírito do projeto.

A seleção de BABENCO – ALGUÉM TEM QUE OUVIR O CORAÇÃO E DIZER: PAROU no Festival de Veneza, um dos mais importantes do mundo, é o resultado do trabalho intenso de Bárbara em seu primeiro filme como diretora – e do prestígio e relevância internacional de Babenco como grande cineasta da alma humana. Pixote, a Lei do Mais Fraco (1980) e O Beijo da Mulher-Aranha (1985) resistem na memória de cinéfilos do mundo inteiro.

Premiação

REPRESENTANTE BRASILEIRO NO OSCAR 2021
Melhor Documentário

FESTIVAL DE VENEZA
Leão de Ouro

FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DE MUMBAI
Melhor Documentário

Sinopse

“Eu já vivi minha morte, agora só falta fazer um filme sobre ela” – disse o cineasta Hector Babenco a Bárbara Paz, ao perceber que não lhe restava muito tempo de vida. Ela aceitou a missão e realizou o último desejo do companheiro: ser protagonista de própria morte.

Nesta imersão amorosa na vida do cineasta, ele se desnuda, consciente, em situações íntimas e dolorosas. Revela medos e ansiedades, mas também memórias, reflexões e fabulações, num confronto entre vigor intelectual e fragilidade física que marcou sua vida.

Do primeiro câncer, aos 38 até a morte, aos 70 anos, Babenco fez do cinema remédio e alimento para continuar vivendo. Tell me when I die é o primeiro filme de Bárbara Paz mas, também, de certa forma, a última obra de Hector – um filme sobre filmar para não morrer jamais.